domingo, 8 de maio de 2011


É estranho como as coisas terminam, e por mais que eu tente te explicar minha crise existencial por cinco mil vezes seguidas você não a entenderá – apenas acenará com a cabeça e assentirá entre os dentes. Tenho medo da minha mortalidade. O tempo está retrógrado, sinto tua falta no espelho – meu rosto marcado por tua ausência, minha língua seca sem teu líquido. Minhas orelham buscam um silêncio ensurdecedor, enquanto meu colo sente o peso do que você deixou pra trás. Teus resíduos impregnam minhas roupas surradas, suadas. Despejo minhas angústias em verdades não esclarecidas. Meu amor decresce a cada dia, em cada perda, em cada morte. 
 
Guilherme Quintanilha

2 comentários:

Friends:Renata e Juliana disse...

Das mortes que acontecem a cada dia!
*Gostei!

Renata Cibelle

Judy disse...

Ótimo texto!
Adoro seu blog.

Parabéns.